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Mutismo Seletivo
  “O Conhecimento transforma as pessoas”! Todos nós já ouvimos esta frase e sabemos o quanto ela é verdadeira. Para se “educar”, é preciso que tenhamos a compreensão da educação emocional e afetiva. Existem vários tipos de educação mas,  eu gostaria...
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Mutismo Seletivo
Mutismo Seletivo: conversando com educadores

 

“O Conhecimento transforma as pessoas”! Todos nós já ouvimos esta frase e sabemos o quanto ela é verdadeira. Para se “educar”, é preciso que tenhamos a compreensão da educação emocional e afetiva. Existem vários tipos de educação mas,  eu gostaria de falar especificamente da educação afetivo/emocional e da intelectual.

E, com propriedade, digo que estes dois tipos de alfabetização são infindáveis. E é para isto que este manual está sendo confeccionado. E estou certa que essa versão será a mãe de muitas outras.

Hoje, eu, como psicóloga escrevo. No futuro, nossas crianças que hoje vivem com o mutismo seletivo, seus pais ou professores, podem vir a somar mais e mais palavras a este texto. Esta é minha expectativa. Fazer um trabalho compartilhado.

Mais um ano letivo se inicia e com ele a vinda de grandes desafios. E, provavelmente, no processo de ensinar, de estar dentro de uma sala de aula, você professor, se depare com crianças que venham a apresentar o que eu chamo de “doenças ocultas”, aquelas doenças que você nunca saberá que as crianças  possuem, caso os pais não queiram fazer com que chegue ao conhecimento da escola. 

Estas crianças podem ter “asma”, “rinite”, “sinusite” “diabetes”, “epilepsia” etc... e,   nada nunca pode ser percebido “se” tudo estiver sobre controle. O ano começa...termina, você convive com este aluno...se despede dele depois do ano letivo e tudo estará ok. Caso ele precise de ajuda, talvez o ambulatório da escola possa exercer este papel,  o professor e a escola são ajudados a  resolver a questão e tudo ficará bem, pois estaremos falando de situações que  muito provavelmente cada um de nós já teve em sua família, ou viveu com um amigo. Estas situações são conhecidas ao menos em programas de saúde na TV.  Mas, talvez você receba em sua classe um aluno com  MUTISMO SELETIVO. Esta situação será bastante nova, pois o Mutismo Seletivo ainda é muito pouco conhecido no Brasil.

 E, como tudo que é novo assusta, muito provavelmente nos sintamos paralisados, desconfortáveis, sem saber qual caminho percorrer ou o que fazer. É natural. Quando atendi meu primeiro caso de mutismo seletivo me senti assim. Mas o tempo e minha paciente me pegaram pelas mãos e me mostraram caminhos possíveis para a cura. E assim, eu e os pais das crianças com mutismo seletivo, esperamos que as escolas possam agir; sempre em conjunto com a equipe que atende esta criança, sem prévios julgamentos, com tranquilidade tentando entender qual o caminho está sendo mostrado por ela. Sim, pois todos sabemos que a maior voz é a do silêncio.

Tanto os familiares da criança com Mutismo seletivo, como as pessoas que estão ao seu entorno (colegas de escola, professores, vizinhos, parentes entre outros), por vezes apresentam grande expectativa para que a criança venha a se comunicar com eles. Veja bem, a comunicação acontece de diversas maneiras e ela precisa ser observada e entendida. A fala é um viés da comunicação... O falar pode demorar algum tempo, mas é preciso entender que não é impossível. Apenas cada coisa acontece em seu tempo.

 MAS, O QUE É MUTISMO SELETIVO?

Mutismo Seletivo é uma condição em que a criança se encontra extremamente ansiosa e inibida, não falando em determinadas situações. O nível de ansiedade geralmente é bastante alto, o que faz com que a criança “use” o não falar para se proteger. Isto não significa que ela não queira falar. Ela não consegue, não pode falar, pois está inundada por sentimentos ansiógenos.  Entretanto observamos que crianças com mutismo seletivo são capazes de se comunicar normalmente em situações em que se sintam mais confiáveis e seguras. A experiência clinica da autora revela o fato destas crianças serem bastante inteligentes, com grande capacidade criativa.

O Mutismo Seletivo, não caracteriza problemas na fala ou audição. Estudos recentes vêm mostrando que as crianças mutistas seletivas podem ser mais frágeis a altos ruídos, mas ainda não temos comprovação exata desta questão. A fala da criança com mutismo seletivo acontece normalmente com seus pais ou pessoas de sua confiança, sendo que na presença de estranhos (professores, novos amigos etc.) elas tendem a não falar.

 No passado, falávamos do mutismo seletivo como uma síndrome rara, mas atualmente estamos “quebrando o silêncio” e descobrindo muitos casos sendo diagnosticados precocemente, pois os estudos começam a se disseminar em todo o mundo.

O mutismo seletivo era conhecido como “eletivo”, pois se pensava que as crianças escolhiam com quem queriam falar e simplesmente tinham comportamentos de birra. Mas, este não é um ponto correto e logo foi abolido das considerações cientificas.

Sabemos que o Mutismo Seletivo afeta pelo menos 7 em cada 1000 crianças em idade escolar, tendo inicio geralmente aos três anos de idade. Em alguns casos ele pode durar apenas meses e em outros persistir por anos. Sua etiologia ainda não é definida, ou seja, sua causa é considerada multifatorial.

É ligeiramente mais frequente no sexo feminino e acomete 1% dos indivíduos vistos em saúde mental. Não temos uma definição correta e exata para esta questão, que esteja comprovada cientificamente.

O Mutismo Seletivo está associado a quadros de ansiedade social. A ansiedade social por sua vez é caracterizada por medos intensos, que gera extremo desconforto em situações sociais.

 

Dicas Para Entender e Trabalhar com Crianças com Mutismo Seletivo

·         Aderir a uma boa relação com a criança. Isto se constrói aos poucos.

·         Não obrigar a criança a falar, impondo situações aonde o sentimento de ansiedade possa aumentar;

·         Ofereça muitas opções à criança, isto fará com que ela “deseje” se expressar, por exemplo: “Qual picolé você gostaria de tomar? Chocolate? Limão? Abacaxi? Morango?”.

·         Entenda que a criança pode e vai falar quando ela quiser e não quando for imposto a ela. A superação do mutismo seletivo é lenta.

·         Conheça as Etapas da Comunicação de uma Criança com Mutismo Seletivo:

1.     “Congelado”: Não responde a nenhum tipo de intervenção;

2.     Comunicação não verbal (gestos, desenhos);

3.     Comunicação Verbal (sussurros e fala)

·         Educar as pessoas sobre Mutismo Seletivo é essencial;

·         Conhecer as situações em que as crianças se sentem incomodadas e não incomodadas falando;

·         Manter uma rotina estruturada;

·         Estar com a criança em ambientes que lhe sejam seguros (receber amigos em sua casa antes de frequentar a casa de amigos; realizar atendimentos psicológicos, escolares em domicilio, receber o telefonema da professora);

·         Ensinar estratégias de controle da ansiedade e do estresse, como forma de comunicação alternativa. Este tipo de trabalho pode ser feito com a criança mutista e sua classe. Seria bem bacana um relaxamento para todos.

·         Não obrigar a criança a falar como parte de uma tarefa (apresentações escolares);

·         Não permitir que outros falem pela criança;

·         Caso a criança não se comunique verbalmente com nenhuma pessoa da escola, institua o uso de cartões coloridos para pedidos importantes como “ir ao banheiro”, “ir beber água”. Caso a criança não consiga pedir para ir ao banheiro e não consiga ter controle esfincteriano isto lhe causará muita tristeza;

·         Nunca obrigue uma criança com Mutismo Seletivo a olhar diretamente em seus olhos. Abaixe até a sua altura e converse com ela naturalmente.

·         Quando alguma atitude positiva e diferente da criança acontecer, ofereça uma recompensa (adesivos são ótimos para isto);

·          Pesquisas recentes indicam que crianças com mutismo seletivo podem possuir transtorno de processamento sensorial, ou seja, a criança pode apresentar dificuldades em processar os estímulos, o que causam sintomas como hipersensibilidade ao som, visão, tato e fácil distração.

·         A escola e os professores devem aceitar vídeos produzidos pelos pais através de smartphones, tabletes para avaliação da aprendizagem da criança;

·         É extremamente saudável que a escola permita que os pais entrem na sala de aula vazia com a criança e mostrem o espaço para ela. Isto deve se estender por toda a escola, geralmente em horários de troca de turmas aonde a escola tende a estar mais vazia.

·         É fundamental que a escola permita que os pais entrem com os filhos no espaço escolar, antes das aulas iniciarem. Por vezes pode ser feito uso de um radio entre os pais e criança para que aos poucos o distanciamento entre eles vá acontecendo e a criança obtenha segurança.

Por fim, aqui estão apresentadas algumas condutas que podem ajudar todos os envolvidos na causa do Mutismo Seletivo. Esperamos que as instituições escolares entrem conosco nesta luta e nos ajudem a sair do silêncio.