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Reconstrução Mamária

 

Reconstrução Mamária 

Colabora para este artigo Dra Luciana Gandra

 Médica Mastologista - Clínica Humanitas/Pró Femme Diagnósticos

 

Este ano, estima-se que diagnosticaremos 50 mil casos novos de câncer de mama. Esta é atualmente a neoplasia mais frequente no sexo feminino. O outubro rosa é um reflexo da importância que médicos, pacientes e instituições têm mostrado na busca do diagnostico precoce do câncer da mama. Contamos atualmente com um grande arsenal tecnológico que nos possibilita detectar tumores em estágio inicial, aumentando sobremaneira as chances de cura. Nossa principal ferramenta é a mamografia. Porém, muitas vezes precisamos abrir mão de um tratamento cirúrgico mais amplo para proporcionar uma segurança oncológica às nossas pacientes. 

A ausência da mama ou parte dela obviamente acarreta inúmeros problemas físicos e psicológicos. Felizmente, o restabelecimento desse importante símbolo de feminilidade pode ser obtido pela Reconstrução Mamária.

 Existem diversos tipos de câncer de mama e eles podem ser diagnosticados em distintos estágios de evolução. Portanto, tratamentos diferentes são indicados para cada paciente de acordo com o tipo, extensão e com a gravidade do tumor. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, fisioterapia e consultas com psicólogos, entre outros. Dependendo de quão afetada pelo câncer estiver a mama, a cirurgia pode envolver a retirada total da mesma (mastectomia) ou apenas a ressecção parcial. As técnicas de reconstrução a serem escolhidas dependem do estado clínico, do tipo físico, da extensão da cirurgia de retirada do tumor e dos outros tratamentos que cada paciente está recebendo ou vai receber (por exemplo, radioterapia ou quimioterapia).

RECONSTRUÇÃO: IMEDIATA x TARDIA

A reconstrução é chamada de Imediata ou Tardia de acordo com o momento em que é realizada.

Na Reconstrução Tardia, após a cirurgia para tratamento do câncer de mama, a paciente recebe alta hospitalar, aguarda-se a cicatrização desse procedimento e, após alguns meses (ou após o término do tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia), é submetida ao primeiro estágio da reconstrução. A grande desvantagem do procedimento tardio é o período em que a paciente permanece sem nenhum tipo de reconstituição da mama, o que, para algumas mulheres, é fonte de ansiedades e efeitos negativos sobre a autoestima. Por outro lado, muitas pacientes querem apenas se concentrar em vencer a batalha contra o câncer ou estão em dúvida se realmente desejam a reconstrução. Existem situações onde o mastologista decide postergar a reconstrução para o benefício do tratamento oncológico.

A evolução das técnicas cirúrgicas e anestésicas permitiu a realização da Reconstrução Imediata. Desde que a paciente apresente condições clínicas favoráveis , a primeira etapa da reconstrução pode ser realizada imediatamente após a cirurgia para retirada do tumor, ou seja, durante a mesma anestesia. Desta forma, evita-se que a paciente acorde da cirurgia e tenha contato com a mama mutilada. Além disso, ao final da internação para retirada do tumor, a primeira etapa de reconstrução estará concluída.

ETAPAS DA RECONSTRUÇÃO DE MAMA

A Reconstrução Mamária quase sempre é realizada em etapas. Como procuramos mostrar neste texto, a divisão do tratamento em estágios visa um melhor resultado estético. Em geral, para pacientes que sofreram a retirada de toda a mama, são necessárias três cirurgias. O primeiro procedimento ocorre logo após a retirada total ou parcial da mama (durante o mesmo ato anestésico – Reconstrução Imediata) ou após um período de cicatrização da cirurgia para tratamento de tumor (Reconstrução Tardia). A primeira etapa de reconstrução objetiva proporcionar um volume no local da mama retirada, mediante a colocação de um implante de silicone, uma plástica com tecidos da própria paciente (Tecidos Autólogos), ou uma combinação das duas técnicas anteriores.

Em alguns casos, não é possível a reconstrução com os Tecidos Autólogos ou com a prótese de silicone e opta-se pelo expansor tecidualcomo primeiro estágio de reconstrução.

Durante as semanas que se seguem ao primeiro procedimento, a nova mama muda de forma e posição devido ao efeito da cicatrização e à força da gravidade. Essa mudança é inerente a cada pessoa e sua magnitude, muitas vezes, não pode ser prevista. Por isso, é usual aguardar cerca de três meses antes de programar a segunda etapa. A segunda cirurgia geralmente é a simetrização das mamas. Uma vez que a mama reconstruída mudou a sua forma, neste segundo estágio, o objetivo é tornar semelhantes o volume e o formato das duas mamas, de modo a conseguir um resultado harmônico. Em geral, é realizada uma Mamoplastiano lado não afetado pelo câncer.

Caso seja utilizado um expansor tecidual na primeira cirurgia, a paciente retorna ao consultório em intervalos programados para preenchimento do dispositivo com solução fisiológica. O objetivo desse procedimento é aumentar a superfície dos tecidos do tórax para que o expansor possa ser substituído por uma prótese de silicone em um segundo estágio.

Em casos selecionados, podemos utilizar a prótese expansora ao invés do expansor para que a reconstrução da mama possa ser realizada em menos etapas. O cirurgião plástico deve explicar à paciente se a prótese expansora está indicada no seu caso e quais as vantagens e desvantagens de utilizá-la.

A última etapa de todo esse processo é a reconstrução do mamilo e da aréola. O mamilo pode ser reconstituído com tecidos da própria mama reconstruída ou com enxerto de tecidos de outros locais. A aréola é confeccionada com enxerto de pele ou com micropigmentação (tatuagem).

Nos casos de pacientes que foram submetidas a ressecções parciais da mama, dispomos de inúmeras técnicas de Cirurgia Plástica para a reconstrução, entre elas a Cirurgia Oncoplástica, onde associamos técnicas de mamoplastia à cirurgia para retirada do tumor, obtendo margens de segurança oncológica e resultados estéticos bastante satisfatórios.

 

ESCOLHA DA ESTRATÉGIA – QUAL A MELHOR TÉCNICA PARA A RECONSTRUÇÃO DE MAMA?

O objetivo da Reconstrução Mamária é atingir o melhor resultado estético e funcional para cada paciente. O processo de reconstrução pode ser complexo e envolver inúmeras técnicas e tecnologias. Além de possuir todo esse arsenal, o papel da equipe de mastologistas e cirurgiões plásticos é essencialmente saber escolher qual o melhor tipo de procedimento para cada paciente. Geralmente não existem algoritmos rígidos que permitam determinar qual a melhor estratégia para reconstruir uma mama. Isto ocorre porque cada mulher é única e possui qualidades e necessidades singulares. Entender essa premissa é necessário para o sucesso de qualquer tratamento. Muitas vezes as opções de tratamento não se dividem apenas em “certas” e “erradas”, mas sim aquela que é a escolha mais adequada para cada paciente. Nem todas as mulheres precisam ou querem passar por todas as etapas que compõem o processo de reconstrução. Em outros casos, pode ser necessário um número de cirurgias maior do que o usual para atingir o objetivo traçado. Assim, quanto mais preparado, habilitado e experiente for um cirurgião plástico, maior é a probabilidade de que, juntamente com a paciente, faça a opção pelo caminho que a conduza para o resultado final desejado.